{"id":25463,"date":"2020-04-09T15:13:05","date_gmt":"2020-04-09T18:13:05","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=25463"},"modified":"2020-04-09T15:13:05","modified_gmt":"2020-04-09T18:13:05","slug":"coronavirus-o-que-apontam-os-estudos-com-cloroquina-e-outros-possiveis-remedios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=25463","title":{"rendered":"Coronav\u00edrus: o que apontam os estudos com cloroquina e outros poss\u00edveis rem\u00e9dios"},"content":{"rendered":"<p><em>F\u00e1rmacos j\u00e1 aprovados e utilizados para outras doen\u00e7as seriam a melhor aposta, mas sua efic\u00e1cia e seguran\u00e7a ainda n\u00e3o foi comprovada cientificamente; uso de plasma e at\u00e9 de sangue de verme marinho tamb\u00e9m est\u00e1 sendo estudado<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por <strong>BBC<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cloroquina, recomendada como tratamento j\u00e1 na fase inicial da Covid-19 pelo presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira, durante pronunciamento em cadeia nacional, \u00e9 apenas um dos rem\u00e9dios e subst\u00e2ncias estudados por v\u00e1rias frentes da comunidade cient\u00edfica em busca de solu\u00e7\u00f5es na luta contra a pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>A cloroquina, ou hidroxicloroquina, ali\u00e1s, \u00e9 um dos f\u00e1rmacos j\u00e1 aprovados e utilizados para outras doen\u00e7as que s\u00e3o vistos como alternativas imediatas na luta contra o coronav\u00edrus porque j\u00e1 passaram as in\u00fameras etapas de avalia\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para lan\u00e7ar um rem\u00e9dio no mercado, como testes em animais, por exemplo.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias conclusivas sobre a efic\u00e1cia destas drogas contra o v\u00edrus, nem sobre a seguran\u00e7a de seu uso em pacientes da nova doen\u00e7a. Por isso, \u00e9 um dos objetos de v\u00e1rios estudos em andamento.<\/p>\n<p>Grande parte desses estudos cl\u00ednicos \u00e9 feita diretamente com pacientes infectados. Alguns s\u00e3o realizados in vitro.<\/p>\n<p>O combate contra o novo coronav\u00edrus inclui ainda testes com plasma sangu\u00edneo, c\u00e9lulas do cord\u00e3o umbilical e at\u00e9 mesmo sangue de vermes marinhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Veja os principais estudos realizados atualmente:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1. Cloroquina\/Hidroxicloroquina<\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o desses dois rem\u00e9dios com o mesmo componente b\u00e1sico &#8211; a cloroquina &#8211; suscitou debates em v\u00e1rios pa\u00edses, como a Fran\u00e7a e o Brasil. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da efic\u00e1cia desses medicamentos, mas houve casos de pessoas que se curaram ap\u00f3s usarem o rem\u00e9dio.<\/p>\n<p>A cloroquina \u00e9 usada no tratamento da mal\u00e1ria, da artrite reumatoide e da l\u00fapus, e ganhou proje\u00e7\u00e3o mundial como poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o nessa crise ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de um estudo na Fran\u00e7a em meados de mar\u00e7o, realizado pelo infectologista Didier Raoult, da Universidade de Medicina de Marselha.<\/p>\n<p>Os resultados levaram l\u00edderes mundiais como o presidente americano, Donald Trump, e o brasileiro, Jair Bolsonaro, a defender com veem\u00eancia o uso desse medicamento contra a Covid-19.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s muita press\u00e3o, o ministro da Sa\u00fade, Henrique Mandetta, anunciou, na ter\u00e7a-feira, a libera\u00e7\u00e3o da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronav\u00edrus. O uso era at\u00e9 ent\u00e3o restrito aos casos graves. Os m\u00e9dicos ter\u00e3o, no entanto, de assumir os riscos pela prescri\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio na fase inicial da doen\u00e7a. O professor franc\u00eas autor do controverso estudo defende que o medicamento \u00e9 mais eficaz no come\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>No final de mar\u00e7o, quando havia liberado o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para pacientes com formas graves da Covid-19, o minist\u00e9rio da Sa\u00fade alegou o chamado uso compassivo (por compaix\u00e3o), afirmando que n\u00e3o h\u00e1 alternativa terap\u00eautica para essas pessoas infectadas.<\/p>\n<p>No estudo do professor Raoult, os pacientes contaminados receberam a hidroxicloroquina associada ao antibi\u00f3tico azitromicina. Os resultados, embora considerados promissores, dividiram a comunidade cient\u00edfica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 poss\u00edvel efic\u00e1cia do medicamento.<\/p>\n<p>Pesquisadores franceses criticaram a metodologia do estudo e tamb\u00e9m o grupo reduzido de pacientes \u2013 apenas 30. Eles alertaram sobre a necessidade de an\u00e1lises mais aprofundadas e sobre os efeitos colaterais do rem\u00e9dio, como arritmia card\u00edaca.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, o hospital de Nice teve de interromper imediatamente os testes com hidroxicloroquina e azitromicina em uma mulher internada que sofreu complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas ap\u00f3s a administra\u00e7\u00e3o dos dois medicamentos. Al\u00e9m disso, a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade investiga tr\u00eas mortes suspeitas, potencialmente ligadas aos efeitos colaterais da hidroxicloroquina, de doentes que se automedicaram.<\/p>\n<p>Raoult publicou uma segunda pesquisa, no final de mar\u00e7o, feita com 80 pacientes e recebeu as mesmas cr\u00edticas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 suposta falta de rigor cient\u00edfico apontada por alguns no protocolo do primeiro estudo, o que impediria a valida\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es obtidas.<\/p>\n<p>Segundo Raoult, diretor do Hospital Universit\u00e1rio M\u00e9diterran\u00e9e Infection, de Marselha, o segundo estudo confirma a efic\u00e1cia da hidroxicloroquina associada ao antibi\u00f3tico azitromicina: 81% dos doentes puderam deixar o hospital em cinco dias, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>A grande pol\u00eamica lan\u00e7ada pelo professor Raoult acabou levando \u00e0 inclus\u00e3o, de \u00faltima hora, da hidroxicloroquina no programa europeu de estudos cl\u00ednicos contra a Covid-19, chamado Discovery.<\/p>\n<p>A Fran\u00e7a e seis outros pa\u00edses europeus (Reino Unido, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, B\u00e9lgica e Holanda) v\u00e3o testar em 3,2 mil pacientes (cerca de 800 na Fran\u00e7a) a hidroxicloroquina e tr\u00eas antivirais usados contra o HIV e o ebola.<\/p>\n<p>O estudo visa descobrir se algum dos medicamentos testados \u00e9 capaz de evitar a multiplica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da doen\u00e7a, o Sars-Cov-2. Os pacientes escolhidos est\u00e3o em estado grave. Os primeiros resultados, ainda parciais, devem ser anunciados no final de abril, declarou na quarta-feira a infectologista Florence Ader, que pilota os testes franceses do Discovery.<\/p>\n<p>Ela explica que a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a em um paciente infectado \u00e9 longa e leva duas semanas. Dessa forma, a an\u00e1lise dos dados de cada paciente do estudo s\u00f3 pode ser efetuada quando ele ultrapassa o 15\u00b0 dia da contamina\u00e7\u00e3o, diz Ader. Como novas pessoas infectadas s\u00e3o acrescentadas regularmente aos testes, \u00e9 preciso constantemente aguardar esse prazo para coletar os resultados.<\/p>\n<p>Por enquanto, cerca de 530 do total de 800 pacientes participam dos testes do Discovery na Fran\u00e7a. Ader afirma que para avan\u00e7ar no estudo e poder tirar conclus\u00f5es sobre a efic\u00e1cia ou n\u00e3o dos medicamentos analisados \u00e9 preciso ter um n\u00famero significativo de pacientes. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 ainda data prevista para as conclus\u00f5es finais do estudo.<\/p>\n<p>Os dados coletados nos testes do Discovery ser\u00e3o analisados por laborat\u00f3rios especializados em estat\u00edsticas e ser\u00e3o avaliados por um comit\u00ea independente, acrescenta a respons\u00e1vel pelo programa. &#8220;\u00c9 a primeira vez na Hist\u00f3ria que epidemias do tipo pandemias fazem pesquisas em tempo real&#8221;, diz Ader, se referindo \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica em meio ao avan\u00e7o do novo coronav\u00edrus no mundo.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na Fran\u00e7a, foi lan\u00e7ado no in\u00edcio de abril outro amplo estudo sobre a hidroxicloroquina, que re\u00fane 1,3 mil pacientes de covid-19 e 33 hospitais do pa\u00eds. Batizado de Hycovid, ele \u00e9 dirigido pelo hospital universit\u00e1rio de Angers, no sudoeste do pa\u00eds. Os resultados devem ser divulgados nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>Diferentemente do Discovery, a situa\u00e7\u00e3o dos pacientes escolhidos no estudo Hycovid \u00e9 menos severa, embora estejam no grupo de risco, com idade de 75 anos ou mais. Eles n\u00e3o precisam de oxig\u00eanio, ainda. A metade receber\u00e1 um placebo e os outros 650 ser\u00e3o medicados com hidroxicloroquina.<\/p>\n<p>O hospital de Angers informa que o estudo optou por pacientes com casos menos graves porque \u00e9 nessa situa\u00e7\u00e3o, na avalia\u00e7\u00e3o da equipe m\u00e9dica, que o tratamento com hidroxicloroquina teria mais chances de funcionar.<\/p>\n<p>As autoridades francesas continuam reticentes em rela\u00e7\u00e3o ao uso da hidroxicloroquina. O ministro franc\u00eas da Sa\u00fade, Olivier V\u00e9ran, declarou na ter\u00e7a-feira que os dados repassados por hospitais do pa\u00eds que est\u00e3o administrando a cloroquina e a hidroxicloroquina n\u00e3o revelam resultados significativos, em termos estat\u00edsticos, dos dois rem\u00e9dios at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Na China tamb\u00e9m foram divulgados alguns estudos sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de cloroquina e a hidroxicloroquina em pacientes infectados, o \u00faltimo deles no final de mar\u00e7o. Mas pesquisadores internacionais t\u00eam mostrado retic\u00eancias aos protocolos dos testes chineses, feitos com grupos pequenos, al\u00e9m do fato de n\u00e3o ter havido publica\u00e7\u00e3o destes em revista cient\u00edfica.<\/p>\n<p>No Brasil, h\u00e1 dois estudos grandes sendo tocados. Um deles \u00e9 coordenado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e re\u00fane institui\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. O outro \u00e9 realizado em parceria pelos hospitais paulistanos Albert Einstein, S\u00edrio-Liban\u00eas e o Hospital do Cora\u00e7\u00e3o (HCor).<\/p>\n<p>Resultados preliminares do estudo feito pela Fiocruz e pela Funda\u00e7\u00e3o Medicina Tropical com a cloroquina, divulgados na ter\u00e7a-feira, revelaram que a taxa de mortes de pacientes com covid-19 que receberam o medicamento \u00e9 semelhante \u00e0 dos que n\u00e3o o tomaram.<\/p>\n<p>Os testes tamb\u00e9m mostraram que a dose maior de cloroquina administrada inicialmente nos pacientes provocou rea\u00e7\u00f5es indesejadas, como arritmia e outras complica\u00e7\u00f5es. Eles receber\u00e3o agora apenas a dose mais baixa prevista. O infectologista Marcos Lacerda, da Fiocruz, prev\u00ea que 440 pacientes sejam testados, o que deve levar de dois a tr\u00eas meses para obter conclus\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, um vasto estudo com a hidroxicloroquina foi lan\u00e7ado no final de mar\u00e7o em Nova York, epicentro da Covid-19 no pa\u00eds, com mais de 4 mil mortos.<\/p>\n<p><strong>2. Antivirais contra HIV, esclerose m\u00faltipla e ebola<\/strong><\/p>\n<p>O programa europeu Discovery realiza dois estudos com antivirais usados por pacientes com HIV. Entre os infectados com o novo coronav\u00edrus, um grupo receber\u00e1 um coquetel de lopinavir e ritonavir e outro ter\u00e1 a mesma mistura associada ao interferon beta, utilizado contra a esclerose m\u00faltipla e que atua no sistema imunol\u00f3gico.<\/p>\n<p>O Brasil, segundo o ministro Mandetta, tamb\u00e9m est\u00e1 realizando ensaios cl\u00ednicos de tratamentos que combinam o lopinavir e o ritonavir. O Interferon Beta-1-b faz parte da lista.<\/p>\n<p>Um teste realizado com pacientes chineses, publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico The New England Journal of Medicine, revelou, no entanto, que o coquetel lopinavir e ritonavir contra o HIV falhou no combate ao novo coronav\u00edrus. Os dois antivirais n\u00e3o melhoraram a situa\u00e7\u00e3o de pacientes graves tampouco reduziram o n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>Um estudo realizado in vitro pela Fiocruz com outro medicamento usado no tratamento do HIV, o atazanavir, fabricado em larga escala no Brasil, mostrou resultados promissores, superiores ao da cloroquina. A pesquisa constatou que o atazanavir \u00e9 capaz de inibir a replica\u00e7\u00e3o do novo coronav\u00edrus e reduzir a prote\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas que causam a inflama\u00e7\u00e3o nos pulm\u00f5es.<\/p>\n<p>O antiviral remdesivir, desenvolvido pelo laborat\u00f3rio americano Gilead para o tratamento do ebola, est\u00e1 sendo utilizado em ensaios cl\u00ednicos na Europa (no \u00e2mbito do projeto Discovery), nos EUA, na China e tamb\u00e9m integra estudos no Brasil, segundo o governo.<\/p>\n<p>Os primeiros testes nos EUA com o remdesivir, realizados pela Universidade do Nebraska, come\u00e7aram no final de fevereiro, inicialmente com passageiros que contra\u00edram o v\u00edrus em um navio de cruzeiro bloqueado no Jap\u00e3o. Os resultados s\u00e3o esperados em abril.<\/p>\n<p><strong>3. Plasma<\/strong><\/p>\n<p>Outra alternativa na mira de pesquisadores \u00e9 o plasma sangu\u00edneo de pacientes curados, que poderia auxiliar pacientes na fase aguda da doen\u00e7a a lutar contra o v\u00edrus. Na Fran\u00e7a, testes com plasma sangu\u00edneo foram lan\u00e7ados na ter\u00e7a-feira em hospitais franceses de tr\u00eas regi\u00f5es: Leste, Paris e sua periferia, que s\u00e3o as \u00e1reas mais afetadas no pa\u00eds, e a Borgonha.<\/p>\n<p>O objetivo do estudo franc\u00eas \u00e9 injetar em 60 pacientes hospitalizados o plasma de cerca de 200 pessoas que se recuperaram da Covid-19 h\u00e1 pelo menos duas semanas. Os resultados preliminares poder\u00e3o ser divulgados em duas ou tr\u00eas semanas ap\u00f3s o in\u00edcio do estudo.<\/p>\n<p>Na China, o estado de sa\u00fade de doentes que receberam transfus\u00f5es de plasma teria melhorado rapidamente, segundo a companhia China National Biotech Group.<\/p>\n<p>Os EUA e o Brasil anunciaram recentemente que far\u00e3o estudos com plasma. No Brasil ele ser\u00e1 realizado pelos hospitais Albert Einstein e S\u00edrio-Liban\u00eas, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Pesquisadores da B\u00e9lgica afirmaram ter descoberto, in vitro, um anticorpo do plasma que impediria o v\u00edrus de infectar as c\u00e9lulas.<\/p>\n<p><strong>4. Cord\u00e3o umbilical<\/strong><\/p>\n<p>O hospital franc\u00eas Piti\u00e9-Salp\u00eatri\u00e8re, de Paris, iniciou no domingo testes com c\u00e9lulas do cord\u00e3o umbilical. Elas ser\u00e3o injetadas em pacientes em estado grave e que necessitam de respiradores. O objetivo \u00e9 demonstrar que elas permitiriam controlar a inflama\u00e7\u00e3o dos tecidos pulmonares, acelerar sua recupera\u00e7\u00e3o e, dessa forma, reduzir a mortalidade.<\/p>\n<p>&#8220;O cord\u00e3o umbilical \u00e9 coberto de vasos sangu\u00edneos envoltos em um tecido gelatinoso. Ele possui uma grande quantidade de um tipo de c\u00e9lulas que apresentam propriedades anti-inflamat\u00f3rias, antifibr\u00f3ticas (que impedem fibroses) e moduladoras da imunidade&#8221;, afirma o comunicado da organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane os hospitais de Paris, a AP-HP.<\/p>\n<p>A equipe do estudo informa ainda que essas c\u00e9lulas j\u00e1 foram usadas em v\u00e1rias patologias onde h\u00e1 fortes inflama\u00e7\u00f5es, como doen\u00e7as autoimunes e complica\u00e7\u00f5es com transplantes de medula. Al\u00e9m disso, elas podem ser reproduzidas em laborat\u00f3rio e congeladas (criogenia).<\/p>\n<p><strong>5. Verme marinho<\/strong><\/p>\n<p>A Fran\u00e7a tamb\u00e9m iniciou, nesta semana, um teste cl\u00ednico que administra em pacientes com covid-19 uma solu\u00e7\u00e3o \u00e0 base do sangue de um verme marinho da Bretanha.<\/p>\n<p>A hemoglobina, mol\u00e9cula presente nos gl\u00f3bulos vermelhos e que transporta o oxig\u00eanio, desse verme, o arenicola, consegue transportar 40 vezes mais oxig\u00eanio do que a hemoglobina humana.<\/p>\n<p>O sangue do Arenicola poderia ajudar a aliviar dificuldades respirat\u00f3rias e reduzir as interna\u00e7\u00f5es em unidades de tratamento intensivo. O estudo \u00e9 realizado com dez pacientes por um hospital parisiense. A empresa que produz a solu\u00e7\u00e3o com hemoglobina do verme marinho foi criada por um ex-pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa Cient\u00edfica da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Sergei Supinsky \/ AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1rmacos j\u00e1 aprovados e utilizados para outras doen\u00e7as seriam a melhor aposta, mas sua efic\u00e1cia e seguran\u00e7a ainda n\u00e3o foi comprovada cientificamente; uso de plasma e<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":25464,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-25463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=25463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/25463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=25463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=25463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=25463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}