{"id":27439,"date":"2020-06-05T13:43:25","date_gmt":"2020-06-05T16:43:25","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=27439"},"modified":"2020-06-05T13:43:25","modified_gmt":"2020-06-05T16:43:25","slug":"ufmg-e-fiocruz-desenvolvem-teste-mais-preciso-e-barato-para-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=27439","title":{"rendered":"UFMG e Fiocruz desenvolvem teste mais preciso e barato para covid-19"},"content":{"rendered":"<p><em>Equipe de pesquisadores concluiu trabalho em tr\u00eas meses<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por <strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CT Vacinas, n\u00facleo formado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolveu um teste para diagnosticar a covid-19, que diminui as chances de o resultado ser de falso negativo ou falso positivo. Trata-se de um teste Elisa, nome que deriva da abrevia\u00e7\u00e3o de &#8220;ensaio de imunoabsor\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica&#8221; (em ingl\u00eas, enzyme-linked immunosorbent assay), em refer\u00eancia \u00e0 t\u00e9cnica usada. Pelo mundo, o m\u00e9todo consolidou-se, h\u00e1 anos, como ferramenta de detec\u00e7\u00e3o do HIV.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de r\u00e1pido, o teste concebido pelo CT Vacinas tem a vantagem de ser mais barato que outra op\u00e7\u00e3o existente, o RT-PCR (do ingl\u00eas reverse-transcriptase polymerase chain reaction), cujo custo varia de R$ 280 a R$ 470 na capital paulista, conforme apurou a Ag\u00eancia Brasil, ap\u00f3s contatar tr\u00eas redes de laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Como os testes r\u00e1pidos, o Elisa tamb\u00e9m \u00e9 sorol\u00f3gico (feito a partir da procura por anticorpos no sangue), com a diferen\u00e7a de que pode ser realizado somente em laborat\u00f3rios, ainda que o equipamento necess\u00e1rio seja relativamente simples. Ap\u00f3s as valida\u00e7\u00f5es iniciais, a pr\u00f3xima etapa \u00e9 obter a certifica\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa).<\/p>\n<p>&#8220;No caso do Elisa, de metodologia completamente diferente [em rela\u00e7\u00e3o aos testes r\u00e1pidos], tira-se uma amostra de sangue maior, precisa-se de 1 mililitro, pelo menos. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1ria uma agulha para coletar o sangue. O processo de detec\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do anticorpo \u00e9 muito mais sens\u00edvel&#8221;, diz a coordenadora do CT Vacinas, Santuza Ribeiro.<\/p>\n<p>&#8220;Por isso, mesmo que a pessoa tenha baixas quantidades de anticorpo, n\u00e3o se detecta naquele teste r\u00e1pido, mas pode-se detectar no Elisa. N\u00e3o se consegue fazer o Elisa em um balc\u00e3o de farm\u00e1cia, por exemplo. Por outro lado, h\u00e1 uma sensibilidade muito maior. Outra vantagem \u00e9 que, com o Elisa, consegue-se uma redu\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 de falso negativo, mas de falso positivo, que \u00e9 quando se tem uma rea\u00e7\u00e3o que parece positiva, e, na verdade, \u00e9 um anticorpo contra outro v\u00edrus, que n\u00e3o o Sars-CoV-2, como o de gripe comum&#8221;, explica Suzana.<\/p>\n<p>Com o Elisa desenvolvido pelos pequisadores do CT Vacinas, consegue-se mostrar que, em pessoas que t\u00eam anticorpos contra outras viroses, como dengue, n\u00e3o se detecta positivo. &#8220;O teste r\u00e1pido n\u00e3o \u00e9 capaz de diferenciar as outras infec\u00e7\u00f5es&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, o que se faz \u00e9 fixar o ant\u00edgeno em uma placa de poliestireno e lig\u00e1-lo a um anticorpo com marcador enzim\u00e1tico. Caso haja rea\u00e7\u00e3o de defesa do organismo contra o agente patog\u00eanico \u2013 no caso, o novo coronav\u00edrus \u2013, na forma de anticorpos, o material depositado sobre a placa muda de cor.<\/p>\n<p>Em virtude da estrutura exigida para aplica\u00e7\u00e3o do teste, a equipe agora busca o apoio de \u00f3rg\u00e3os federais, como o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es e outros entes p\u00fablicos e tamb\u00e9m de empresas, para possibilitar a produ\u00e7\u00e3o em larga escala e a disponibiliza\u00e7\u00e3o a uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o. Duas pontes que est\u00e3o sendo negociadas envolvem a Funda\u00e7\u00e3o Ezequiel Dias (Funed), do governo de Minas Gerais, e o Instituto de Tecnologia em Imunobiol\u00f3gicos (Bio-Manguinhos), da Fiocruz.<\/p>\n<p>Santuza destaca, ainda, que o teste Elisa para covid-19 surgiu do aprimoramento de um saber que j\u00e1 circulava no n\u00facleo, sinalizando para a import\u00e2ncia do investimento est\u00e1vel em ci\u00eancia. &#8220;No CT Vacinas, a gente j\u00e1 havia desenvolvido um teste muito semelhante, para outras doen\u00e7as, inclusive n\u00e3o virais, para leishmaniose, doen\u00e7a de Chagas e mal\u00e1ria. A mudan\u00e7a que foi feita consistiu em colocar como componente do teste uma mol\u00e9cula capaz de detectar o anticorpo contra o covid-19.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Testamos tr\u00eas op\u00e7\u00f5es e encontramos o ant\u00edgeno N, componente da part\u00edcula viral, como a melhor mol\u00e9cula para detectar o anticorpo contra covid-19. Isso foi uma demanda espec\u00edfica que tivemos da Secretaria de Estado de Sa\u00fade de Minas Gerais, por meio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), com financiamento da funda\u00e7\u00e3o, inicialmente, e depois recebemos recursos do governo federal, por meio da Rede Virus, do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es. De acordo com a coordenadora do CT Vacinas, trata-se de uma mol\u00e9cula distinta da que est\u00e1 sendo usada no desenvolvimento de vacinas.<\/p>\n<p>A proposta foi apresentada pela Fapemig no in\u00edcio de mar\u00e7o, diz Santuza, ao destacar o sucesso da equipe, que completoo o desafio em tr\u00eas meses: &#8220;A gente ficou muito feliz, porque n\u00e3o sabia se teria capacidade de realizar em um tempo t\u00e3o curto.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Sesi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Equipe de pesquisadores concluiu trabalho em tr\u00eas meses &nbsp; Por Ag\u00eancia Brasil &nbsp; O CT Vacinas, n\u00facleo formado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":27440,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-27439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}