{"id":28388,"date":"2020-07-31T17:09:01","date_gmt":"2020-07-31T20:09:01","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=28388"},"modified":"2020-07-31T17:09:01","modified_gmt":"2020-07-31T20:09:01","slug":"estudo-da-ufu-aponta-aumento-no-numero-de-mortes-em-domicilio-por-causas-respiratorias-e-cardiovasculares-em-mg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=28388","title":{"rendered":"Estudo da UFU aponta aumento no n\u00famero de mortes em domic\u00edlio por causas respirat\u00f3rias e cardiovasculares em MG"},"content":{"rendered":"<p><em>Por outro lado, os \u00f3bitos causados pelas mesmas doen\u00e7as diminu\u00edram nos hospitais. Pesquisadores apontam poss\u00edveis motivos ligados \u00e0 pandemia da Covid-19; Secretaria de Estado de Sa\u00fade se posicionou<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por <strong>G1<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O n\u00famero de mortes domiciliares causadas por s\u00edndromes respirat\u00f3rias e cardiovasculares em Minas Gerais aumentou nos cinco primeiros meses de 2020, em compara\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa realizada por estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU).<\/p>\n<p>Conforme apurado pelo grupo, as causas podem ser a altera\u00e7\u00e3o no funcionamento do sistema de sa\u00fade p\u00fablica por causa da pandemia de Covid-19 ou medo que o paciente tem em procurar hospitais e se contaminar com o coronav\u00edrus. A Secretaria de Estado de Sa\u00fade se posicionou sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, o n\u00famero de \u00f3bitos pelas mesmas enfermidades diminuiu nos hospitais. Veja abaixo a poss\u00edvel causa para os fatores.<\/p>\n<p>A pesquisa publicada na plataforma cient\u00edfica Scielo, na \u00faltima segunda-feira (27), analisou dados disponibilizados no Portal da Transpar\u00eancia do Registro Civil (Arpen), no per\u00edodo de 1\u00ba de janeiro a 6 de julho.<\/p>\n<p><strong>Mortes em casa<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com o estudo, em 2020, foram registrados 1.396 \u00f3bitos domiciliares por causas respirat\u00f3rias, ou seja, 287 mortes a mais do que em 2019, quando foram feitos 1.109 registros. O n\u00famero representa aumento 25,8%.<\/p>\n<p>J\u00e1 o n\u00famero de \u00f3bitos domiciliares causados por s\u00edndromes cardiovasculares cresceu 13,3%. Entre 1\u00ba de janeiro e 6 de julho deste ano, foram contabilizadas 2.161 mortes, contra 1.841 registradas no ano passado.<\/p>\n<p>\u201cCausas b\u00e1sicas podem evoluir para mais graves como as apontadas no estudo. O controle e o tratamento de causas b\u00e1sicas podem prevenir doen\u00e7as graves com maior tend\u00eancia de levar a \u00f3bito\u201d, afirmou a estudante de medicina e uma das pesquisadoras, Nayani Alves Ramos.<\/p>\n<p><strong>Mortes em hospitais<\/strong><\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa, o n\u00famero de mortes por causas respirat\u00f3rias nos hospitais de Minas Gerais diminuiu 3,2%. Em 2019, 18.859 pessoas perderam a vida nas unidades de sa\u00fade do Estado, j\u00e1 em 2020, foram 18.248.<\/p>\n<p>Por outro lado, as mortes por s\u00edndromes card\u00edacas passaram de 6.136, no primeiro semestre do ano passado, para 6.204 em 2020. Crescimento de 1,1%.<\/p>\n<p>&#8220;A partir da metade da s\u00e9rie hist\u00f3rica, observamos uma invers\u00e3o. No momento em que as mortes come\u00e7am a diminuir no hospital, elas come\u00e7am a aumentar nos domic\u00edlios&#8221;, pontuou o orientador do estudo, o professor da Faculdade de Medicina da UFU, Stefan Vilges de Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Motivos<\/strong><\/p>\n<p>Conforme apontado no estudo, o crescimento do n\u00famero de mortes em casa pode estar ligado a dois fatores. Um deles \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o no funcionamento do sistema de sa\u00fade p\u00fablica de todo o pa\u00eds e suspens\u00e3o tempor\u00e1ria de atividades eletivas e n\u00e3o essenciais, devido \u00e0 pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>\u201cA mudan\u00e7a da pol\u00edtica de assist\u00eancia do governo suspendeu os atendimentos ambulatoriais para acompanhar as doen\u00e7as bases. A popula\u00e7\u00e3o fica desassistida, ou sem o acompanhamento devido. O governo at\u00e9 sugere uma telemedicina, mas que n\u00e3o consegue acompanhar toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o estudante de medicina e um dos pesquisadores, Thiago Alves<\/p>\n<p>Outro fator que pode ter contribu\u00eddo \u00e9 o medo de contamina\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus por parte da popula\u00e7\u00e3o, que tem evitado a busca por ajuda em hospitais.<\/p>\n<p>\u201cO segundo fator, \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o fica com medo de buscar assist\u00eancia. A pessoa sente uma dor no peito, por exemplo, e fica com medo de ir ao pronto-socorro por medo de ser infectada pelo coronav\u00edrus\u201d, completou o estudante.<\/p>\n<p><strong>O que diz o Estado<\/strong><\/p>\n<p>Em nota enviada \u00e0 TV Integra\u00e7\u00e3o, a Secretaria de Estado de Sa\u00fade afirmou que a suspens\u00e3o de cirurgias eletivas em todo o sistema de sa\u00fade estadual ocorreu pela dificuldade de conseguir subst\u00e2ncias anest\u00e9sicas no mercado. A falta destes medicamentos pode comprometer os atendimentos dos casos de S\u00edndrome Respirat\u00f3ria Aguda Grave (SRAG).<\/p>\n<p>Ainda de acordo com a SES-MG, a dire\u00e7\u00e3o da unidade de sa\u00fade local \u00e9 respons\u00e1vel por avaliar a situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da regi\u00e3o e determinar a realiza\u00e7\u00e3o dos procedimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: G1\/G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por outro lado, os \u00f3bitos causados pelas mesmas doen\u00e7as diminu\u00edram nos hospitais. 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