{"id":28882,"date":"2020-09-18T15:25:29","date_gmt":"2020-09-18T18:25:29","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=28882"},"modified":"2020-09-18T15:25:29","modified_gmt":"2020-09-18T18:25:29","slug":"estudo-observa-brasileiros-por-22-anos-e-cria-sistema-para-prever-transtorno-bipolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=28882","title":{"rendered":"Estudo observa brasileiros por 22 anos e cria sistema para prever transtorno bipolar"},"content":{"rendered":"<p><em>Equipe de cientistas do Brasil, Canad\u00e1 e Estados Unidos acompanharam 3.810 pessoas que nasceram em 1993 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, com entrevistas e recolhimento de avalia\u00e7\u00f5es aos 11, 15, 18 e 22 anos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por <strong>G1<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um time internacional de pesquisadores conseguiu criar um sistema para prever se, aos 18 anos, um paciente \u00e9 pr\u00e9-disposto a desenvolver o transtorno bipolar 4 anos depois, aos 22 anos. O estudo come\u00e7ou em 1993, quando 3.810 brasileiros nasceram em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Eles permaneceram monitorados por mais de duas d\u00e9cadas e s\u00e3o base para o estudo divulgado nesta segunda-feira (14).<\/p>\n<p>Os cientistas apresentaram os resultados no Congresso do Col\u00e9gio Europeu de Neuropsicofarmacologia (ECNP). O artigo foi aprovado por uma revista cient\u00edfica, de acordo com o l\u00edder da pesquisa, Francisco Diego Rabelo-da-Ponte. O trabalho foi financiado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva (Abrasco), uma parceria entre a Universidade Federal de Pelotas (Ufpel) com as universidades de Hamilton, no Canad\u00e1, e do Texas, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&#8220;Esta pode ser uma nova ferramenta para o diagn\u00f3stico do transtorno bipolar. Isso n\u00e3o vai substituir o diagn\u00f3stico m\u00e9dico, mas pode permitir que sejam usadas medidas preventivas para retardar ou evitar o in\u00edcio da doen\u00e7a&#8221;, disse Rabelo-da-Ponte.<\/p>\n<p>Jovens que apresentam tend\u00eancia suicida, ansiedade generalizada, evid\u00eancias de abuso f\u00edsico pelos pais, problemas financeiros, entre outros, s\u00e3o alguns dos sinais relacionados \u00e0 bipolaridade. H\u00e1, ainda, a condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Os pesquisadores criaram um modelo capaz de relacionar os fatores e prever as chances da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Descobrimos que podemos identificar quem ir\u00e1 desenvolver o transtorno bipolar cerca de 4 anos antes do in\u00edcio da doen\u00e7a, observando os indiv\u00edduos do nascimento at\u00e9 a idade adulta&#8221; &#8211; Francisco Rabelo-da-Ponte.<\/p>\n<p>Os pesquisadores usaram t\u00e9cnicas de machine learning (aprendizagem de m\u00e1quina, em portugu\u00eas), \u00e1rea que estuda e reconhece padr\u00f5es, intelig\u00eancia artificial e cria\u00e7\u00e3o de algoritmos.<\/p>\n<p><strong>An\u00e1lise do estudo<\/strong><\/p>\n<p>Sem participar do estudo, mas com a proposta de contribuir para a an\u00e1lise, o professor de psiquiatria da Universidade de Barcelona Eduard Vieta apresentou cr\u00edticas \u00e0 pesquisa e disse que outras iniciativas semelhantes j\u00e1 foram criadas com a mesma perspectiva.<\/p>\n<p>&#8220;Estudos de coorte (metodologia que considera uma popula\u00e7\u00e3o pr\u00e9-definida) s\u00e3o extremamente importantes para desenvolver modelos preditivos que podem ajudar na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as graves, como o transtorno bipolar&#8221;, disse o especialista catal\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, o presente estudo tem os seus m\u00e9ritos, mas \u00e9 relativamente pequeno e precisa da replica\u00e7\u00e3o em uma coorte separada e independente&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Dois tipos do transtorno<\/strong><\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria define o transtorno bipolar como uma doen\u00e7a que causa &#8220;altera\u00e7\u00f5es no humor, na energia e na capacidade de funcionamento de uma pessoa&#8221;. Existem dois tipos diferentes da condi\u00e7\u00e3o: transtorno bipolar I e transtorno bipolar II.<\/p>\n<p>Os danos s\u00e3o sentidos em todo o corpo e quem tem a doen\u00e7a sofre com inflama\u00e7\u00f5es at\u00e9 no organismo. &#8220;Pessoas com transtorno bipolar tem mais obesidade, mais infarto do mioc\u00e1rdio, mais altera\u00e7\u00f5es de press\u00e3o arterial&#8221;, explica o psiquiatra Rodrigo Bressan, ao Bem Estar. Estima-se que 10 milh\u00f5es de pessoas tenham a doen\u00e7a no Brasil.<\/p>\n<p>Tipo 1: \u00e9 o transtorno de humor mais raro, se inicia mais precocemente, antes dos 20 anos. Pode ter poucos epis\u00f3dios de depress\u00e3o, mas tem epis\u00f3dios de mania bem evidentes, que podem precisar de interna\u00e7\u00e3o. Os epis\u00f3dios de mania podem ser psic\u00f3ticos. \u00c9 mais f\u00e1cil de ser diagnosticado porque a fase man\u00edaca \u00e9 muito marcante. \u00c9 uma doen\u00e7a cr\u00f4nica que apresenta epis\u00f3dios de depress\u00e3o ao longo da vida, mas a pessoa fica intervalos longos de tempo sem doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Tipo 2: \u00e9 o segundo transtorno de humor mais comum, s\u00f3 perde para a depress\u00e3o cl\u00e1ssica e se inicia numa faixa et\u00e1ria intermedi\u00e1ria, entre os 20 e os 30 anos. O diagn\u00f3stico pode demorar 15 anos. Os epis\u00f3dios de ativa\u00e7\u00e3o s\u00e3o leves (chamados de hipomania) e costumam ser t\u00e3o sutis que se acredita que ela est\u00e1 acelerada porque houve uma melhora da depress\u00e3o. Tem epis\u00f3dios recorrentes de depress\u00e3o (mais de cinco epis\u00f3dios no ano).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Psic\u00f3logo Mogi das Cruzes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Equipe de cientistas do Brasil, Canad\u00e1 e Estados Unidos acompanharam 3.810 pessoas que nasceram em 1993 na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, com<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":28883,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-28882","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=28882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/28882\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=28882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=28882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=28882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}