{"id":29661,"date":"2020-12-15T13:18:06","date_gmt":"2020-12-15T16:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=29661"},"modified":"2020-12-15T13:18:06","modified_gmt":"2020-12-15T16:18:06","slug":"por-que-pode-ser-preciso-usar-mascara-mesmo-apos-vacina-contra-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=29661","title":{"rendered":"Por que pode ser preciso usar m\u00e1scara mesmo ap\u00f3s vacina contra covid-19"},"content":{"rendered":"<p><em>Mesmo ap\u00f3s tomar a vacina, uso de m\u00e1scara de prote\u00e7\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio, alertam m\u00e9dicos<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por <strong>BBC<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das vacinas que j\u00e1 se provaram eficazes contra a covid-19 \u2014 a da Pfizer \u2014 est\u00e1 sendo distribu\u00edda no Reino Unido desde segunda-feira (8\/12), e h\u00e1 perspectiva de que no ano que vem alguma das vacinas contra a doen\u00e7a esteja dispon\u00edvel no Brasil.<\/p>\n<p>Qual vai ser a primeira coisa que voc\u00ea vai fazer depois de tomar a vacina? Se j\u00e1 estava fazendo planos de abandonar a m\u00e1scara imediatamente, viajar, ir para a balada e rever todo mundo que n\u00e3o conseguiu encontrar em quase um ano de pandemia, os m\u00e9dicos e infectologistas alertam: na verdade, a vida n\u00e3o vai voltar ao normal logo ap\u00f3s tomar a vacina.<\/p>\n<p>&#8220;Depois de tomar a vacina, \u00e9 preciso voltar para casa, manter o isolamento social, aguardar a segunda dose e depois esperar pelo menos 15 dias para que a vacina atinja o n\u00edvel de efic\u00e1cia esperado&#8221;, explica a bi\u00f3loga Nat\u00e1lia Pasternak, presidente do Instituto Quest\u00e3o de Ci\u00eancia. &#8220;E mesmo depois, \u00e9 preciso esperar que boa parte da popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha sido imunizada para a vida voltar ao normal.&#8221;<\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas motivos para isso. Entenda.<\/p>\n<p><strong>Tempo para o corpo reagir<\/strong><\/p>\n<p>Embora existam particularidades dependendo do tipo de vacina e do tipo de doen\u00e7a, o mecanismo geral de funcionamento de uma vacina \u00e9 sempre o mesmo: ela introduz no corpo uma part\u00edcula \u2014 chamada ant\u00edgeno \u2014 que produz uma resposta imunol\u00f3gica no corpo e faz com que ele esteja preparado para enfrentar um tentativa de contamina\u00e7\u00e3o do corpo caso entre em contato com o v\u00edrus no futuro.<\/p>\n<p>Esse ant\u00edgeno pode ser um v\u00edrus desativado (morto), um v\u00edrus enfraquecido (incapaz de adoecer algu\u00e9m), pode ser um peda\u00e7o do v\u00edrus, alguma prote\u00edna que se assemelhe ao v\u00edrus ou at\u00e9 mesmo um \u00e1cido nucl\u00e9ico (como a vacina da RNA).<\/p>\n<p>O ant\u00edgeno provoca uma resposta imunol\u00f3gica, ou seja, faz com que o corpo se torne capaz de reconhecer aquele v\u00edrus e produzir anticorpos para combat\u00ea-lo, explica o m\u00e9dico Jorge Kalil, diretor do Laborat\u00f3rio de Imunologia do Incor.<\/p>\n<p>D\u00e1 pr\u00f3xima vez que entrar em contato com aquele v\u00edrus, o corpo j\u00e1 ter\u00e1 a mem\u00f3ria de como combat\u00ea-lo e conseguir\u00e1 enfrentar a amea\u00e7a de forma r\u00e1pida e eficiente, impedindo que o v\u00edrus contamine o corpo.<\/p>\n<p>Essa resposta \u00e9 chamada de resposta imune adaptativa e ela \u00e9 espec\u00edfica para cada v\u00edrus. &#8220;\u00c9 uma resposta que demora um pouco mais, s\u00e3o pelo menos duas semanas at\u00e9 que o corpo aprenda a reconhecer e combater o v\u00edrus com a ajuda do ant\u00edgeno&#8221;, explica Nat\u00e1lia Pasternak.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que ap\u00f3s tomar uma vacina \u2014 quer seja a contra o coronav\u00edrus ou contra qualquer outra doen\u00e7a \u2014 voc\u00ea s\u00f3 est\u00e1 realmente protegido depois de algumas semanas, explicam os cientistas. \u00c9 como se o corpo precisasse de um tempo para &#8220;processar&#8221; aquelas informa\u00e7\u00f5es e reagir de forma adequada.<\/p>\n<p>Em uma pessoa n\u00e3o vacinada, o Sars-Cov-2, v\u00edrus que causa a covid-19, entra nas c\u00e9lulas dos sistema respirat\u00f3rio e come\u00e7a a us\u00e1-las para produzir mais v\u00edrus. \u00c9 como se produzisse &#8220;c\u00e9lulas zumbi&#8221; que trabalham para ele.<\/p>\n<p>A primeira resposta imunol\u00f3gica produzida pelo corpo depois da vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos, que se ligam diretamente ao v\u00edrus e impedem que ele entre nas c\u00e9lulas do corpo e as utilize para produzir mais v\u00edrus, explica Pasternak.<\/p>\n<p>Ou seja, em uma pessoa imunizada, o corpo j\u00e1 conhece o v\u00edrus por causa da vacina e a partir do momento em que o pat\u00f3geno entra no corpo s\u00e3o liberados anticorpos que impedem a contamina\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Mas existe um segundo tipo de resposta imunol\u00f3gica, chamada resposta celular. &#8220;S\u00e3o c\u00e9lulas \u2014 as chamadas c\u00e9lulas T \u2014 que n\u00e3o se ligam ao v\u00edrus, mas reconhecem quando uma c\u00e9lula est\u00e1 contaminada com o v\u00edrus e a destroem&#8221;, explica Pasternak.<\/p>\n<p>Ou seja, se algum v\u00edrus conseguir escapar dos anticorpos e contaminar alguma c\u00e9lula do corpo, as c\u00e9lulas T funcionam como &#8220;ca\u00e7adoras&#8221; e destroem essa &#8220;c\u00e9lula zumbi&#8221;, impedindo que mais v\u00edrus sejam produzidos.<\/p>\n<p>A resposta celular demora um pouco mais que a resposta atrav\u00e9s de anticorpos \u2014 mais um motivo para que a imuniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 esteja completa algumas semanas ap\u00f3s tomar a vacina, explica Jorge Kalil.<\/p>\n<p>&#8220;Depois de 15 dias, a gente j\u00e1 espera que haja uma resposta celular do sistema imunol\u00f3gico&#8221;, afirma Kalil, que \u00e9 tamb\u00e9m professor da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (FMUSP).<\/p>\n<p><strong>Duas doses contra o coronav\u00edrus<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m do tempo que o corpo precisa para desenvolver a resposta imunol\u00f3gica, no caso espec\u00edfico do coronav\u00edrus uma outra quest\u00e3o faz com que seja preciso manter as medidas de prote\u00e7\u00e3o por algum tempo ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o: a maior parte das vacinas sendo desenvolvidas contra a doen\u00e7a exige duas doses para que atinja a efic\u00e1cia esperada.<\/p>\n<p>V\u00e3o ser necess\u00e1rias duas doses nas quatro vacinas que j\u00e1 tiveram a efic\u00e1cia comprovada: a da Pfizer, a da Moderna, a da Oxford\/AstraZeneca e a Sputnik V. Isso vale tamb\u00e9m para a Coronavac, que est\u00e1 em desenvolvimento pelo o Instituto Butantan em parceria com a farmac\u00eautica Sinovac.<\/p>\n<p>&#8220;No caso das vacinas que provavelmente teremos dispon\u00edveis contra o coronav\u00edrus no Brasil, a orienta\u00e7\u00e3o vai ser tomar a primeira dose, esperar um m\u00eas, voltar para o postinho, tomar a segunda dose e manter todos os cuidados contra a pandemia, como isolamento social e uso de m\u00e1scaras, por pelo menos 15 dias. S\u00f3 ent\u00e3o voc\u00ea estar\u00e1 protegido, de acordo com a efic\u00e1cia de cada vacina&#8221;, explica Jorge Kalil.<\/p>\n<p>A primeira dose, explica Nat\u00e1lia Pasternak, \u00e9 o que os cientistas chamam de prime boost. &#8220;\u00c9 como se ela acordasse o corpo para o v\u00edrus, d\u00e1 um &#8217;empurr\u00e3o inicial&#8217; no sistema imunol\u00f3gico. A segunda dose gera uma resposta imunol\u00f3gica melhor&#8221;, explica.<\/p>\n<p>A quantidade de doses necess\u00e1ria varia muito com a formula\u00e7\u00e3o da vacina. A vacina contra a febre amarela, por exemplo, s\u00f3 exige uma dose.<\/p>\n<p>Entre as 200 vacinas em desenvolvimento contra o coronav\u00edrus, existem algumas que seriam em dose \u00fanica, mas elas n\u00e3o est\u00e3o em est\u00e1gios t\u00e3o avan\u00e7ados de desenvolvimento quanto as que v\u00e3o exigir duas doses.<\/p>\n<p>&#8220;Quando d\u00e1 para fazer em dose \u00fanica \u00e9 melhor, porque do ponto de vista de sa\u00fade p\u00fablica, \u00e9 um desafio fazer as pessoas voltarem ao postinho para tomar a segunda dose. As pessoas esquecem, acham que n\u00e3o precisa&#8221;, explica Pasternak.<\/p>\n<p>Juntando o tempo necess\u00e1rio entre uma dose e outra e o tempo que o corpo precisa para produzir a resposta imunol\u00f3gica, vai ser necess\u00e1rio pelo menos um m\u00eas e meio para que algu\u00e9m que foi vacinado possa ser considerado imunizado.<\/p>\n<p>Mas, mesmo depois disso, vai demorar para a vida voltar ao normal \u2014 e at\u00e9 que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o esteja vacinada, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 para que mesmo as pessoas vacinadas mantenhas as medidas.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 verdade que a vacina pode n\u00e3o impedir a contamina\u00e7\u00e3o de coronav\u00edrus?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, explicam os cientistas, porque se houver uma boa cobertura vacinal, uma vacina consegue diminuir muito a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus atrav\u00e9s da chamada imunidade de rebanho.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que individualmente, se apenas uma pessoa tomar, nenhuma vacina tem 100% de efic\u00e1cia, e isso vale tamb\u00e9m para as contra a covid-19. A vacina da Pfizer, por exemplo, tem 95% efic\u00e1cia, de acordo com os resultados da terceira fase de testes.<\/p>\n<p>Isso significa que h\u00e1 5% de chance daquela vacina espec\u00edfica n\u00e3o produzir uma resposta imunol\u00f3gica no corpo da pessoa vacinada. Mas como ent\u00e3o as vacinas impedem o v\u00edrus de se propagar se h\u00e1 algumas pessoas que podem ser contaminadas?<\/p>\n<p>&#8220;A vacina funciona atrav\u00e9s da imunidade de rebanho, que \u00e9 um conceito vacinal&#8221;, diz Jorge Kalil.<\/p>\n<p>O v\u00edrus passa de pessoa para pessoa, explica o m\u00e9dico, e para conseguir se propagar ele precisa achar pessoas suscet\u00edveis \u00e0 doen\u00e7a. &#8220;A vacina diminui o n\u00famero de pessoas suscet\u00edveis, de forma t\u00e3o significativa que o v\u00edrus n\u00e3o consegue encontrar mais circular e \u00e9 contido. Foi assim que erradicamos a var\u00edola&#8221;, explica o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>A imunidade de rebanho \u00e9 importante n\u00e3o apenas por causa da efic\u00e1cia das vacinas n\u00e3o ser de 100%, mas porque h\u00e1 muitas pessoas que nem sequer podem tomar o imunizante.<\/p>\n<p>&#8220;Tem gente que n\u00e3o pode receber ou porque n\u00e3o tem idade ou porque n\u00e3o est\u00e1 dentro do programa de vacina\u00e7\u00e3o \u2014 as vacinas contra o coronav\u00edrus ainda n\u00e3o foram testadas em crian\u00e7as, em gestantes&#8221;, explica Kalil. As pessoas com alguma doen\u00e7a que compromete o sistema imunol\u00f3gico tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser vacinadas.<\/p>\n<p>&#8220;Quando h\u00e1 uma cobertura m\u00ednima vacinal da popula\u00e7\u00e3o, essas pessoas vulner\u00e1veis ficam protegidas pela imunidade de rebanho&#8221;, explica Kalil.<\/p>\n<p>No caso do coronav\u00edrus, a OMS estima que a cobertura vacinal necess\u00e1ria para estabilizar e conter a pandemia seja de 80% da popula\u00e7\u00e3o, idealmente 90%.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia da import\u00e2ncia da cobertura vacinal, quando houve queda na cobertura vacinal de sarampo \u2014 de 96% em 2015 para 86,5% em 2018 \u2014, diversos surtos da doen\u00e7a aconteceram pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que \u00e9 importante que, mesmo quem j\u00e1 tiver tomado a vacina e esperado um m\u00eas e meio, n\u00e3o deve abandonar as medidas contra a pandemia.<\/p>\n<p>No caso da vacina\u00e7\u00e3o contra coronav\u00edrus, deve demorar algum tempo at\u00e9 que a vacina chegue \u00e0 maior parte da popula\u00e7\u00e3o, mesmo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da Anvisa (Ag\u00eancia de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria). A produ\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de doses n\u00e3o \u00e9 algo que acontece de um dia para o outro. Tamb\u00e9m h\u00e1 quest\u00f5es como os acordos do governo com as farmac\u00eauticas, a fila de espera de diversos pa\u00edses, a dificuldade na distribui\u00e7\u00e3o e armazenamento (algumas vacinas precisam ser armazenadas a temperaturas bem abaixo de zero), etc.<\/p>\n<p>O minist\u00e9rio da Sa\u00fade tem uma lista de pessoas que ser\u00e3o priorit\u00e1rias no recebimento das vacinas. Os primeiros devem ser as pessoas com mais de 80 anos e os trabalhadores da sa\u00fade. Em seguida, devem receber a vacina os idosos entre 60 e 79 anos e pessoas em condi\u00e7\u00e3o de risco, como quem tem doen\u00e7as respirat\u00f3rias cr\u00f4nicas. H\u00e1 ainda outros tr\u00eas grupos priorit\u00e1rios, e s\u00f3 ent\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o em geral ser\u00e1 vacinada.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante que quem receber a vacina primeiro mantenha as medidas de combate \u00e0 pandemia porque, mesmo depois de um m\u00eas e meio, mesmo que elas estejam imunizadas, n\u00e3o h\u00e1 garantia de que elas n\u00e3o podem ser vetor da doen\u00e7a enquanto n\u00e3o houve imunidade de rebanho&#8221;, diz Pasternak.<\/p>\n<p>A cientista explica: as vacinas testadas at\u00e9 agora impedem o v\u00edrus de se reproduzir no corpo e deixar a pessoa doente. Mas n\u00e3o h\u00e1 testes, por enquanto, que comprovem que essa pessoa n\u00e3o v\u00e1 transmitir esse v\u00edrus \u2014 que no corpo dela est\u00e1 sendo combatido pelos anticorpos \u2014 para outras pessoas.<\/p>\n<p>O resumo disso tudo \u00e9 que, mesmo se voc\u00ea j\u00e1 tiver tomado as duas doses da vacina, aguardado mais 15 dias, \u00e9 preciso aguardar at\u00e9 que a maior parte da popula\u00e7\u00e3o esteja vacinada para que a vida volte ao normal, aconselha Jorge Kalil. Isso tanto para se proteger, caso voc\u00ea esteja no pequeno grupo de pessoas para quem a vacina n\u00e3o ter\u00e1 efeito imunizante; quanto para proteger outras pessoas \u2014 at\u00e9 que a imunidade de rebanho gerada pela ampla cobertura vacinal seja capaz de conter a pandemia de vez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Getty Images<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo ap\u00f3s tomar a vacina, uso de m\u00e1scara de prote\u00e7\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio, alertam m\u00e9dicos &nbsp; Por BBC &nbsp; Uma das vacinas que j\u00e1 se provaram eficazes<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":29662,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-29661","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29661\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}