{"id":29690,"date":"2020-12-18T13:15:16","date_gmt":"2020-12-18T16:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=29690"},"modified":"2020-12-18T13:15:16","modified_gmt":"2020-12-18T16:15:16","slug":"o-surpreendente-efeito-da-positividade-toxica-na-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=29690","title":{"rendered":"O surpreendente efeito da positividade t\u00f3xica na sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p><em>Pode parecer contradit\u00f3rio, mas a positividade pode ser t\u00f3xica.<\/em><\/p>\n<p>Por <strong>BBC News Brasil<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Qualquer tentativa de escapar do negativo \u2014 evit\u00e1-lo, sufoc\u00e1-lo ou silenci\u00e1-lo \u2014 falha. Evitar o sofrimento \u00e9 uma forma de sofrimento&#8221;, escreveu o escritor americano Mark Manson em seu livro A Arte Sutil de Ligar o Foda-se.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente nisso que consiste a positividade t\u00f3xica ou positivismo extremo: impor a n\u00f3s mesmos \u2014 ou aos outros \u2014 uma atitude falsamente positiva, generalizar um estado feliz e otimista seja qual for a situa\u00e7\u00e3o, silenciar nossas emo\u00e7\u00f5es &#8220;negativas&#8221; ou as dos outros.<\/p>\n<p>J\u00e1 aconteceu de voc\u00ea contar algo negativo sobre sua vida para algu\u00e9m e, em vez de ouvir e acolher, a pessoa dizer: &#8220;Mas pelo menos&#8230;&#8221; ou ent\u00e3o &#8220;\u00c9 s\u00f3 voc\u00ea pensar positivo&#8221;?<\/p>\n<p>O psic\u00f3logo da sa\u00fade Antonio Rodellar, especialista em transtornos de ansiedade e hipnose cl\u00ednica, prefere falar em &#8220;emo\u00e7\u00f5es desreguladas&#8221; do que &#8220;negativas&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;A paleta de cores emocionais engloba emo\u00e7\u00f5es desreguladas, como tristeza, frustra\u00e7\u00e3o, raiva, ansiedade ou inveja. N\u00e3o podemos ignorar que, como seres humanos, temos aquela gama de emo\u00e7\u00f5es que t\u00eam uma utilidade e que nos d\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre o que acontece no nosso meio e no nosso corpo&#8221;, explica Rodellar \u00e0 BBC News Mundo.<\/p>\n<p>Para a terapeuta e psic\u00f3loga brit\u00e2nica Sally Baker, &#8220;o problema com a positividade t\u00f3xica \u00e9 que ela \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o de todos os aspectos emocionais que sentimos diante de qualquer situa\u00e7\u00e3o que nos represente um desafio.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 desonesto em rela\u00e7\u00e3o a quem somos permitir-nos apenas express\u00f5es positivas&#8221;, diz Baker. &#8220;Negar constantemente tudo o que \u00e9 &#8216;negativo&#8217; que sentimos em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis \u00e9 exaustivo e n\u00e3o nos permite construir resili\u00eancia [a capacidade de nos adaptarmos a situa\u00e7\u00f5es adversas].&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Isso nos isola de n\u00f3s mesmos, de nossas verdadeiras emo\u00e7\u00f5es. N\u00f3s nos escondemos atr\u00e1s da positividade para manter outras pessoas longe de uma imagem que nos mostra imperfeitos.&#8221;<\/p>\n<p>Psicologia positiva vs. positividade t\u00f3xica<br \/>\nPara entender a positividade t\u00f3xica, devemos primeiro diferenci\u00e1-la da psicologia positiva, um conceito que parece semelhante, mas \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>&#8220;A psicologia positiva foi popularizada pelo psic\u00f3logo Martin Seligman, que trabalhou muito com os problemas da depress\u00e3o e deu uma perspectiva diferente para lidar com diferentes problemas, situa\u00e7\u00f5es ou patologias&#8221;, explica Rodellar.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, Seligman, ent\u00e3o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Psicol\u00f3gica Americana (APA), disse em uma confer\u00eancia que a psicologia precisava dar um novo passo para estudar do ponto de vista cient\u00edfico tudo o que torna o ser humano feliz.<\/p>\n<p>Em seu famoso livro The Optimistic Child (A Crian\u00e7a Otimista, sem edi\u00e7\u00e3o no Brasil), o psic\u00f3logo americano explicou que o pessimista n\u00e3o nasce, mas \u00e9 criado. &#8220;Aprendemos a ser pessimistas pelas circunst\u00e2ncias da vida.&#8221;<\/p>\n<p>No entanto, ele tamb\u00e9m disse que podemos lutar contra esse pessimismo e transformar nossos pensamentos negativos em mais positivos.<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o quer dizer que, se voc\u00ea se sente triste, tem que se concentrar em ser feliz. Na verdade, fazer isso provavelmente cair\u00e1 na armadilha da positividade t\u00f3xica porque, para trabalhar as emo\u00e7\u00f5es negativas, voc\u00ea n\u00e3o pode ignor\u00e1-las. Primeiro voc\u00ea deve reconhec\u00ea-las e aceit\u00e1-las.<\/p>\n<p>O segredo \u00e9 n\u00e3o levar o positivismo ao extremo.<\/p>\n<p>&#8220;O conceito de psicologia positiva ficou um pouco distorcido com o tempo&#8221;, diz Rodellar. &#8220;Focar nos aspectos positivos das diferentes situa\u00e7\u00f5es que ocorrem na vida pode ser terap\u00eautico e construtivo. O problema \u00e9 que levado ao extremo pode gerar uma baixa capacidade de enfrentar situa\u00e7\u00f5es negativas.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;A psicologia positiva aplicada corretamente \u00e9 uma pr\u00e1tica muito \u00fatil, mas usada indiscriminadamente gera uma vis\u00e3o muito parcial da realidade e um sentimento de desamparo. Negar situa\u00e7\u00f5es dolorosas e prejudiciais na vida \u00e9 como ver a realidade com um s\u00f3 olho&#8221;, acrescenta Rodellar.<\/p>\n<p>Como a positividade t\u00f3xica nos afeta?<br \/>\nBloquear ou ignorar emo\u00e7\u00f5es &#8220;negativas&#8221; pode ter consequ\u00eancias para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as emo\u00e7\u00f5es que reprimimos s\u00e3o somatizadas, expressas atrav\u00e9s do corpo, muitas vezes na forma de doen\u00e7a. Quando negamos uma emo\u00e7\u00e3o, ela encontrar\u00e1 uma forma alternativa de se expressar&#8221;, diz Rodellar.<\/p>\n<p>&#8220;Suprimir as emo\u00e7\u00f5es afeta sua sa\u00fade. Se voc\u00ea esconder suas dificuldades mentais por tr\u00e1s de uma fachada de positividade, elas se refletir\u00e3o de maneiras alternativas em seu corpo, de problemas de pele \u00e0 s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel&#8221;, explica Sally Baker.<\/p>\n<p>&#8220;Quando ignoramos nossas emo\u00e7\u00f5es negativas, nosso corpo aumenta o volume para chamar nossa aten\u00e7\u00e3o para esse problema. Suprimir as emo\u00e7\u00f5es nos esgota mental e fisicamente. N\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel e n\u00e3o \u00e9 sustent\u00e1vel a longo prazo&#8221;, diz a terapeuta.<\/p>\n<p>Uma segunda consequ\u00eancia, diz Rodellar, \u00e9 que &#8220;quando nos concentramos apenas nas emo\u00e7\u00f5es positivas, obtemos uma vers\u00e3o mais ing\u00eanua ou infantil das situa\u00e7\u00f5es que podem nos acontecer na vida, de modo que nos tornamos mais vulner\u00e1veis \u200b\u200baos momentos dif\u00edceis&#8221;.<\/p>\n<p>Teresa Guti\u00e9rrez, psicopedagoga e especialista em neuropsicologia, considera que &#8220;o positivismo t\u00f3xico tem consequ\u00eancias psicol\u00f3gicas e psiqui\u00e1tricas mais graves do que a depress\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Pode levar a uma vida irreal que prejudica nossa sa\u00fade mental. Tanto positivismo n\u00e3o \u00e9 positivo para ningu\u00e9m. Se n\u00e3o houver frustra\u00e7\u00e3o e fracasso, n\u00e3o aprendemos a desenvolver em nossas vidas&#8221;, disse ele \u00e0 BBC Mundo.<\/p>\n<p>&#8216;\u00c9 ok n\u00e3o estar bem&#8217;<\/p>\n<p>O positivismo t\u00f3xico est\u00e1 na moda? Baker pensa que sim e atribui isso \u00e0s redes sociais, &#8220;que nos obrigam a comparar nossas vidas com as vidas perfeitas que vemos online&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 uma tend\u00eancia constante nas redes sociais de nos mostrarmos perfeitos e felizes. Mas isso \u00e9 desgastante e n\u00e3o \u00e9 real.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Se houvesse mais honestidade sobre as vulnerabilidades, nos sentir\u00edamos mais livres para experimentar todos os tipos de emo\u00e7\u00f5es. Somos humanos e devemos nos permitir sentir todo o espectro de emo\u00e7\u00f5es. \u00c9 ok n\u00e3o estar bem. N\u00e3o podemos ser positivos o tempo todo.&#8221;<\/p>\n<p>Guti\u00e9rrez acredita que houve um aumento do positivismo t\u00f3xico &#8220;nos \u00faltimos anos&#8221;, mas principalmente durante a pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;Vivemos um momento at\u00edpico e estranho em que muita gente est\u00e1 sofrendo muito. Ansiedade, incerteza, frustra\u00e7\u00e3o, medo&#8230; s\u00e3o sentimentos comuns. Por\u00e9m, h\u00e1 um excesso de positivismo t\u00f3xico que \u00e9 perigoso&#8221;, afirma a psicoterapeuta.<\/p>\n<p>Rodellar diz que v\u00ea &#8220;uma certa tend\u00eancia ao bem-estar r\u00e1pido, de querer se sentir bem imediatamente, como um direito natural&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito bom pensar que tudo vai dar certo, mas isso n\u00e3o significa que todo o processo para que aconte\u00e7a tenha que ser agrad\u00e1vel. \u00c9 mais realista dizer &#8216;isso tamb\u00e9m vai acontecer, mas vai passar&#8217; quando estamos em um momento de bloqueio&#8221;, diz a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o como ondas: ganham intensidade e depois descem e tornam-se espuma, at\u00e9 desaparecer aos poucos. O problema \u00e9 quando n\u00e3o as queremos sentir porque nos tornamos mais d\u00f3ceis perante uma &#8216;onda&#8217; que se aproxima&#8221;.<\/p>\n<p>Validar em vez de ignorar<br \/>\nOs psic\u00f3logos concordam que o ideal \u2014 em termos gerais \u2014 \u00e9 aceitar todas as emo\u00e7\u00f5es, em vez de suprimir aquelas que nos fazem mal.<\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de n\u00e3o ser positivo, mas de validar como nos sentimos a cada momento mesmo quando n\u00e3o estamos bem.<\/p>\n<p>&#8220;Seja mais honesto, mais aut\u00eantico, n\u00e3o tenha medo de expressar que est\u00e1 triste, deprimido ou ansioso. Reconhe\u00e7a que est\u00e1 mal e saiba que isso vai acontecer. Experimente essas emo\u00e7\u00f5es e aprenda com elas a ser mais resiliente&#8221;, explica Baker, que esclarece que essas dicas excluem pessoas com depress\u00e3o cl\u00ednica (um dist\u00farbio grave que, na verdade, costuma piorar se n\u00e3o for tratado).<\/p>\n<p>Stephanie Preston, professora de psicologia da Universidade de Michigan, nos EUA, acredita que a melhor maneira de validar as emo\u00e7\u00f5es \u00e9 &#8220;apenas ouvi-las&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Quando algu\u00e9m compartilha sentimentos negativos com voc\u00ea, em vez de correr para fazer essa pessoa se sentir melhor ou pensar mais positivamente (&#8220;Tudo vai ficar bem&#8221;), tente levar um segundo para refletir sobre seu desconforto ou medo e fa\u00e7a o poss\u00edvel para ouvir&#8221;, aconselha a especialista.<\/p>\n<p>&#8220;Estar em uma situa\u00e7\u00e3o emocionalmente dif\u00edcil j\u00e1 faz as pessoas se sentirem sozinhas e isoladas. Quando outros tentam silenciar essas emo\u00e7\u00f5es, especialmente amigos e familiares, d\u00f3i muito. Ouvir algu\u00e9m que est\u00e1 sofrendo pode fazer uma grande diferen\u00e7a na vida da pessoa.&#8221;<\/p>\n<p>Preston diz que diversos estudos mostram como o altru\u00edsmo beneficia e influencia positivamente a nossa pr\u00f3pria sa\u00fade.<\/p>\n<p>E se voc\u00ea \u00e9 quem est\u00e1 mal, &#8220;o mais importante \u00e9 fazer um exerc\u00edcio de consci\u00eancia&#8221;, prop\u00f5e Rodellar.<\/p>\n<p>&#8220;Esteja atento \u00e0 situa\u00e7\u00e3o e \u00e0 emo\u00e7\u00e3o que est\u00e1 vivenciando. N\u00e3o negue que algo ruim est\u00e1 acontecendo, n\u00e3o olhe para o outro lado, mas n\u00e3o fique preso a essa emo\u00e7\u00e3o negativa.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es que temos que ler e entender para depois aplicar uma perspectiva construtiva e ver quais li\u00e7\u00f5es podemos aprender e como podemos gerar mudan\u00e7as no futuro.&#8221;<\/p>\n<p>Como aplicar isso na pr\u00e1tica? Em vez de dizer &#8220;n\u00e3o pense nisso, seja positivo&#8221;, diga &#8220;me diz o que voc\u00ea est\u00e1 sentindo, eu te escuto&#8221;. Em vez de falar &#8220;poderia ser pior&#8221;, diga &#8220;sinto muito que est\u00e1 passando por isso&#8221;. Em de vez &#8220;n\u00e3o se preocupe, seja feliz&#8221;, diga &#8220;estou aqui para voc\u00ea&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que assumir a responsabilidade por nossa pr\u00f3pria felicidade a partir da psicologia construtiva&#8221;, diz Rodellar.<\/p>\n<p>&#8220;Tudo bem olhar para o copo meio cheio, mas aceitando que pode haver situa\u00e7\u00f5es em que o copo est\u00e1 meio vazio e, a partir da\u00ed, assumir a responsabilidade de como constru\u00edmos nossas vidas&#8221;.<\/p>\n<p>Para Baker, o que devemos lembrar \u00e9 que &#8220;todas as nossas emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o aut\u00eanticas e reais, e todas elas s\u00e3o v\u00e1lidas&#8221;.<\/p>\n<p>*Esta reportagem n\u00e3o \u00e9 um artigo m\u00e9dico. Se tiver sintomas de depress\u00e3o, perguntas ou precisar de orienta\u00e7\u00e3o, consulte seu m\u00e9dico ou um psic\u00f3logo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Getty Images<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pode parecer contradit\u00f3rio, mas a positividade pode ser t\u00f3xica. Por BBC News Brasil &#8220;Qualquer tentativa de escapar do negativo \u2014 evit\u00e1-lo, sufoc\u00e1-lo ou silenci\u00e1-lo \u2014 falha.<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":29691,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-29690","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29690","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29690"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29690\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29690"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29690"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29690"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}