{"id":30310,"date":"2021-02-24T13:14:02","date_gmt":"2021-02-24T16:14:02","guid":{"rendered":"https:\/\/anadem.org.br\/site\/?p=30310"},"modified":"2021-03-29T10:38:18","modified_gmt":"2021-03-29T13:38:18","slug":"proteina-e-capaz-de-apontar-celulas-do-cerebro-com-maior-risco-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/?p=30310","title":{"rendered":"Prote\u00edna \u00e9 capaz de apontar c\u00e9lulas do c\u00e9rebro com maior risco de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p><em>Cientistas identificaram nas c\u00e9lulas do c\u00e9rebro uma prote\u00edna que indica maior vulnerabilidade \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer.<\/em><\/p>\n<p>Por <strong>Uol Viva Bem<\/strong><\/p>\n<p>A descoberta foi feita por pesquisadores da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) e da UCSF (Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Francisco), nos Estados Unidos, a partir da an\u00e1lise de amostra de tecidos cerebrais do Biobanco de Enc\u00e9falos Humanos da FMUSP.<\/p>\n<p>O estudo, descrito em artigo na revista Nature Neuroscience, poder\u00e1 servir de base ao desenvolvimento de medicamentos para proteger as c\u00e9lulas do c\u00e9rebro do Alzheimer.<\/p>\n<p>Nas dem\u00eancias, como a doen\u00e7a de Alzheimer, as c\u00e9lulas do c\u00e9rebro, os neur\u00f4nios, morrem aos poucos. &#8220;Alguns desses neur\u00f4nios s\u00e3o mais sens\u00edveis de desenvolverem a doen\u00e7a antes do que outros. Chamamos isso de vulnerabilidade seletiva&#8221;, aponta ao Jornal da USP a professora Lea Grinberg, da FMUSP e UCSF, coautora do trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;Acredita-se que caso consegu\u00edssemos desvendar qual a assinatura ou composi\u00e7\u00e3o molecular desses neur\u00f4nios sens\u00edveis, seria poss\u00edvel desenvolver drogas para proteg\u00ea-los.&#8221;<\/p>\n<p>A pesquisa analisou duas regi\u00f5es do c\u00e9rebro: o c\u00f3rtex entorrinal e o c\u00f3rtex frontal superior. &#8220;O c\u00f3rtex entorrinal, regi\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o de todas as fun\u00e7\u00f5es cerebrais, \u00e9 a primeira \u00e1rea cortical a desenvolver emaranhados neurofibrilares, que s\u00e3o as les\u00f5es caracter\u00edsticas de Alzheimer&#8221;, descreve a professora.<\/p>\n<p>&#8220;O c\u00f3rtex frontal superior, uma \u00e1rea de integra\u00e7\u00e3o motora, incluindo ocular, s\u00f3 desenvolve os emaranhados d\u00e9cadas depois.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Prote\u00edna<\/strong><br \/>\nOs cientistas fizeram dois tipos de an\u00e1lises, a primeira delas envolvendo express\u00e3o de RNA, por meio de uma t\u00e9cnica chamada single cell.<\/p>\n<p>&#8220;Em estudos tradicionais, se pega um peda\u00e7o de tecido, macera tudo junto e se mede o RNA para se entender as diferen\u00e7as de n\u00edveis de RNA em rela\u00e7\u00e3o a uma condi\u00e7\u00e3o normal&#8221;, aponta a professora da FMUSP.<\/p>\n<p>&#8220;No single cell, se dissocia o tecido em n\u00facleos celulares, se p\u00f5e cada n\u00facleo em uma gota de \u00f3leo com um c\u00f3digo de barra, e se analisa o RNA de 10.000 c\u00e9lulas. Ao inv\u00e9s de um valor s\u00f3, se mede o valor individual de cada c\u00e9lula.&#8221;<\/p>\n<p>Como as c\u00e9lulas t\u00eam componentes moleculares pr\u00f3prios, \u00e9 poss\u00edvel saber o que acontece com o RNA em cada subpopula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas<\/p>\n<p>. &#8220;Dessa forma, descobrimos que tipo de neur\u00f4nio \u00e9 mais vulner\u00e1vel ao Alzheimer&#8221;, ressalta a professora. O outro teste realizado foi a an\u00e1lise imuno-histoqu\u00edmica multiplex. &#8220;Como os resultados de express\u00e3o de RNA s\u00e3o complexos, escolhemos os melhores candidatos moleculares e identificamos as prote\u00ednas correspondentes em tecido cerebral de pessoas que morreram com n\u00edveis progressivos de Alzheimer&#8221;.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conseguiram confirmar um candidato molecular, a prote\u00edna RORB. &#8220;Neur\u00f4nios que expressam RORB s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis para Alzheimer&#8221;, destaca a professora ao Jornal da USP.<\/p>\n<p>&#8220;Agora que sabemos pela primeira vez qual \u00e9 a assinatura molecular dos neur\u00f4nios mais vulner\u00e1veis ao Alzheimer, podemos tentar desenvolver drogas para prote\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>A professora Lea observa que as an\u00e1lises foram realizadas nos Estados Unidos com o material fornecido pelo Biobanco de Enc\u00e9falos Humanos da FMUSP.<\/p>\n<p>&#8220;Esse biobanco \u00e9 muito mais do que um fornecedor de tecido. Antes de um tecido cerebral entrar em pesquisa \u00e9 necess\u00e1rio uma s\u00e9rie de an\u00e1lises cl\u00ednicas, patol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas por profissionais muito bem treinados&#8221;, diz.<\/p>\n<p>&#8220;De cada 100 tecidos analisados, apenas um serve para esse tipo de estudo. D\u00e1 trabalho, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhum outro lugar no mundo com uma s\u00e9rie populacional como a da FMUSP, gra\u00e7as ao Servi\u00e7o de Verifica\u00e7\u00e3o de \u00d3bitos e ao Biobanco, uma colabora\u00e7\u00e3o entre Patologia, Geriatria e Neurologia.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Foto: Ieda Professores\/ Flickr \u2013 CC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas identificaram nas c\u00e9lulas do c\u00e9rebro uma prote\u00edna que indica maior vulnerabilidade \u00e0 doen\u00e7a de Alzheimer. Por Uol Viva Bem A descoberta foi feita por pesquisadores<span class=\"excerpt-hellip\"> [\u2026]<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":30482,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-30310","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-1614169114106_v2_900x506.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=30310"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30310\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":30484,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/30310\/revisions\/30484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/30482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=30310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=30310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.abmdf.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=30310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}